Archive from aprile, 2010
Apr 23, 2010 - opinioni    3 Comments

Pedofilia na Igreja Católica: a “grande dor” de Bento XVI

Pedofilia na Igreja Católica: a “grande dor” de Bento XVI

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 O Papa Bento XVI sente “uma grande dor” pelos casos de pedofilia revelados recentemente em vários países, afirmou hoje o seu braço direito, número dois no Vaticano, Tarcísio Bertone.

“Os casos de pedofilia entre os padres causaram uma grande dor no Papa”, declarou o cardeal Bertone, citado pela agência AFP. “O Santo Papa sofreu muito, tal como nós, por esses casos de padres infiéis à própria vocação e à própria missão”, acrescentou.

Nas últimas semanas, Bento XVI foi acusado, na comunicação social alemã e norte-americana, de ter mantido o silêncio sobre abusos sexuais durante 24 anos quando era arcebispo de Munique e mais tarde líder da Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano.

“A Igreja (Católica) é uma instituição que tem uma força interior e o carisma de Jesus Cristo que, apesar dos casos, continua a proteger e apoiar a sua Igreja”, concluiu o cardeal italiano Tarcísio Bertone.

Bispo foi elogiado por proteger pedófilo

Em meio às críticas aos procedimentos da Igreja Católica em lidar com casos de pedofilia envolvendo o clero, um site francês divulgou na semana passada uma carta de 2001 na qual um cardeal colombiano elogia um bispo por não ter denunciado às autoridades civis um padre de sua diocese condenado a 18 anos de prisão por abuso de menores. Ontem, o Vaticano usou o caso como um exemplo de que esse procedimento não ocorre mais.

Os elogios foram feitos pelo cardeal Darío Castrillón Hoyos, de 81 anos. A missiva, que pode ser lida no site golias.fr, foi enviada quando Hoyos liderava a Sagrada Congregação para o Clero, órgão encarregado de supervisionar assuntos relacionados aos sacerdotes e aos diáconos que não pertencem a uma ordem religiosa. Os nomes do bispo destinatário e do padre, condenado em 2000, não foram divulgados.

“Eu o felicito por não ter denunciado um sacerdote à administração civil. Fez bem e estou encantado por ter um companheiro no bispado que, aos olhos da História e de todos os bispos do mundo, preferiu a cadeia” a denunciar um padre, diz a carta.

Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, o caso “demonstra como era necessária a unificação de todos os casos de abusos sexuais sob a competência única e rigorosa da Congregação para a Doutrina da Fé” – organismo encarregado da disciplina interna dos sacerdotes, entre outras atribuições, e que foi chefiado pelo atual papa Bento XVI durante grande parte do pontificado de João Paulo II.

O cardeal colombiano, um dos primeiros latino-americanos designados por João Paulo II para trabalhar na Cúria Romana, não quis se pronunciar sobre o caso. Transferências. Pelo menos 30 padres acusados de abusos contra menores foram transferidos para outros países, entre eles o Brasil. A revelação é da agência de notícias Associated Press, que fez um levantamento em 21 nações. Alguns dos padres escaparam de investigação policial e muitos voltaram a trabalhar em contato com crianças.

“O padrão, se um padre cria problemas e está perto de gerar escândalo ou se a lei pode ser envolvida, é enviá-lo ao estrangeiro”, conta Richard Sipe, um ex-monge beneditino crítico dessa prática. “Tudo para evitar um escândalo”, completa.

Autoridades da Igreja afirmam que, em alguns casos, a mudança foi iniciativa do padre e a paróquia de destino não teria sabido das acusações. Em outros, havia dúvidas sobre as acusações ou o padre já tinha sido punido e se regenerado.

Um dos padres transferidos, Mario Pezzotti, teria estuprado por três vezes um adolescente de 14 anos na cidade de Holliston, nos Estados Unidos, em 1959, além de outras acusações. Em 1993, a vítima recebeu uma indenização de US$ 175 mil. Na época, Pezzotti vivia no Brasil, para onde havia sido transferido em 1970 e onde ficou até 2003. Durante sua estada no País, Pezzotti trabalhou com índios caiapó, entre eles crianças.

“Eu pedi para deixar Holliston e ir para o Brasil para mudar minha vida”, escreveu o padre à vítima, Joe Callander, em 1993. “Ao chegar ao Brasil, confiante na misericórdia de Deus, admiti o problema. Com ajuda divina, eu o superei”, concluiu.

Não há evidências de que Pezzotti, hoje com 75 anos e vivendo na Itália, tenha abusado de crianças no Brasil. A Justiça não registra queixas contra o sacerdote. O reverendo Robert Maloney, que trabalhou na disputa judicial entre Callander e Pezzotti, disse que o padre foi liberado para ficar no Brasil por mais uma década e trabalhar com crianças após uma avaliação psicológica.

Entre outros casos semelhantes estão o de um padre acusado de abusos em Los Angeles que foi mandado para as Filipinas; o de um padre canadense enviado à França, onde voltou a ser condenado por abuso; e de outro que foi movido várias vezes da Inglaterra para a Irlanda e vice-versa.

09 Abril 2010 – 09h11

Declarações do bispo Bernt Eidsvig

Noruega: Novos casos de pedofilia na Igreja Católica

dgd.jpgO bispo de Oslo e Trondheim, Bernt Eidsvig, revelou à imprensa norueguesa que recebeu diversas informações sobre alegados novos casos de pedofilia no seio da Igreja Católica da Noruega, uma Igreja que está em minoria já que a maioria da população é Protestante.

“Recebi por email tantas indicações de possíveis agressões e outros abusos sexuais que o servidor bloqueou”, afirmou Bernt Eidsvig. O religioso revelou também que a Igreja Católica vai averiguar estas denúncias. De acordo com a imprensa norueguesa nos últimos dias vieram a público nove casos que envolvem abuso sexual de menores no seio da religião católica.

 

 

 

 

MAIS DE 80 MIL CATÓLICOS PODERÃO DEIXAR IGREJA DA ÁUSTRIA APÓS ESCÂNDALOS

VIENA, 22 ABR (ANSA) – Os escândalos de abuso sexual contra menores da parte de membros do clero na Áustria poderão fazer com que até 80 mil fieis do país europeu deixem a Igreja Católica neste ano, segundo informou o jornal Die Presse.
    Entre janeiro e março de 2010, mais de 30 mil pessoas se retiraram da instituição religiosa. No mesmo período de 2009, o número chegara a 21 mil austríacos. No total, a quantidade de abandonos foi de 53.216 no ano passado.
    A publicação citou dados das dioceses locais e calculou que o recorde de desistências incluirá perdas econômicas de até sete milhões de euros nas taxas pagas pelos fieis — entre 0,1% e 1,1% dos rendimentos tributáveis. No total, os prejuízos podem chegar a 350 milhões de euros anuais.
    Com uma população de 8,4 milhões de pessoas, estima-se que 70% dos austríacos sejam católicos, o que corresponde a pouco menos de seis milhões de habitantes.
    Nas últimas semanas, o arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn, considerado bastante próximo ao papa Bento XVI, condenou os casos de pedofilia surgidos na Igreja do país e prometeu ir a fundo nas investigações.
    Entre outras medidas, ele denominou uma comissão independente, presidida por uma mulher, encarregada de esclarecer as denúncias e prestar assistência às vítimas.
    Além de Áustria, recentes suspeitas de crimes de abuso sexual contra menores cometidos por padres e freiras católicos estão vindo à tona em países como Alemanha, Brasil, Estados Unidos, México, Irlanda e Itália, entre outros. (ANSA)
22/04/2010 09:14

 

Papa Bento XVI promete ação da Igreja para combater denúncias de pedofilia

21/04 às 11h36 O Globo; Agências internacionais

CIDADE DO VATICANO – O Papa Bento XVI prometeu nesta quarta-feira uma reação da Igreja Católica diante da série de denúncias de abusos sexuais envolvendo religiosos. O pontífice comentou sua recente viagem a Malta e falou do encontro mantido por ele com pessoas do país que foram abusadas sexualmente por religiosos católicos. ( leia mais: no brasil, padre acusado de pedofilia vai para prisão domiciliar; igreja cogita expulsão )

pope-vatican-afp-20100403-hg.jpg Dividi com eles o sofrimento e, com emoção, rezei com eles assegurando a ação da Igreja – declarou o Papa, durante a audiência geral desta quarta-feira, a primeira desde a visita ao arquipélago mediterrâneo.

Segundo relatos, bento xvi chorou ao se reunir com oito cidadãos de malta molestados durante os anos 1980, quando moravam em um orfanato católico. Na ocasião, o chefe de Estado do Vaticano expressou “consternação, vergonha e dor” por aquilo que as vítimas e suas famílias sofreram.

– O amor de Deus é maior que qualquer tempestade ou naufrágio – afirmou o Papa nesta quarta, relembrando a celebração do 1950º aniversário do naufrágio de São Paulo na região de Malta.

Nos últimos dias, o pontífice vem comparando os recentes escândalos de pedofilia que envolvem membros da Igreja Católica em diversos países ao “mau tempo que fez o barco do apóstolo de Jesus Cristo afundar em Malta”.

Bento XVI pediu aos fiéis que sigam o exemplo de São Paulo, que “mesmo na violenta tempestade, manteve a confiança e esperança e soube transmiti-las a seus companheiros de viagem”, e se dirigiu aos católicos malteses, que conseguiram exprimir neste momento difícil uma acolhida “verdadeiramente extraordinária”.

O Papa elogiou a população de Malta por não introduzir nas leis do país o divórcio e o aborto:

– É uma comunidade forte, com uma fé ardente e sólida, que após dois mil anos ainda é fiel ao Evangelho e se esforça para comunicá-lo com os desafios contemporâneos

Fontes das Reportagens :

http://www.ionline.pt/conteudo/54460-pedofilia-na-igreja-catolica-grande-dor-bento-xvi
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100417/not_imp539515,0.php
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=3270ECED-3822-4054-BADC-87E36F40FA4C&channelid=00000091-0000-0000-0000-000000000091
http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/fdg/201004220914373774/201004220914373774.html
http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/mundo/mat/2010/04/21/papa-bento-xvi-promete-acao-da-igreja-para-combater-denuncias-de-pedofilia-916401079.asp